﻿<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Agropress - Blog</title><language>pt-BR</language><link>http://agropress.comunique-se.com.br</link><copyright>© Copyright 2019 Agropress</copyright><item><pubDate>Mon, 21 Feb 2022 17:22:00 GMT</pubDate><title>Na Guerra de Narrativas quem leva a melhor?</title><description>&lt;p&gt;Tem mudan&amp;ccedil;a clim&amp;aacute;tica ou n&amp;atilde;o? &amp;Eacute; veneno ou nova tecnologia para combate as pragas? O produtor desmata ou n&amp;atilde;o desmata? Irriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o gasta ou n&amp;atilde;o gasta &amp;aacute;gua? Estamos vivendo uma guerra de narrativas muito intensa hoje. E ela ganha for&amp;ccedil;a, se ressalta ainda mais porque existem mais canais para se espalhar pela popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Se h&amp;aacute; 10 anos tinham somente os ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o ditos normais &amp;ndash; r&amp;aacute;dio, jornais, TVs, revistas &amp;ndash; hoje, com o surgimento das redes sociais se ampliou por mil a possibilidade da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o debate ser jogado para dentro da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de forma imediata e para milhares de pessoas. Mas, sem qualquer filtro. O que torna esta guerra de opini&amp;otilde;es/narrativas muito mais potente e, talvez, dr&amp;aacute;stica em seus resultados.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;Eacute; dito entre os historiadores que a hist&amp;oacute;ria sempre foi escrita pelos vencedores.Talvez porque seus escribas fossem mais r&amp;aacute;pidos em espalhar as not&amp;iacute;cias. Na s&amp;eacute;rie de TV que retrata parte da vida de Gengis Khan, um dos l&amp;iacute;deres dos mong&amp;oacute;is, ele deu como miss&amp;atilde;o a Marco Polo, ser o seu &amp;ldquo;rep&amp;oacute;rter&amp;rdquo; de tudo o que via nos outros povos e nas batalhas que aconteciam. Ent&amp;atilde;o, era a narrativa de algu&amp;eacute;m que via o fato por um lado somente. Um poderoso fato hist&amp;oacute;rico foi o movimento das Cruzadas cuja justificativa era retomar Jerusal&amp;eacute;m das m&amp;atilde;os dos infi&amp;eacute;is mu&amp;ccedil;ulmanos. O que isto tem a ver com narrativa? Nobres, ricos, comerciantes e a Igreja Cat&amp;oacute;lica diziam que o movimento era para resgatar, para os cat&amp;oacute;licos, Jerusal&amp;eacute;m, onde Jesus viveu. Mas escondiam que em verdade buscavam ampliar seus reinos e feudos para al&amp;eacute;m dos seus pa&amp;iacute;ses, e assim aumentarem seu poder e riqueza. Mas houve um autor que criou uma narrativa diferente. Salim Maalouf escreveu um livro chamado As Cruzadas Vistas pelos &amp;Aacute;rabes, (recomendo). Mostra a vis&amp;atilde;o dos &amp;aacute;rabes sobre a chegada daqueles b&amp;aacute;rbaros, sem qualquer no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de higiene, com baixo n&amp;iacute;vel de conhecimento e respeito ao outro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E s&amp;oacute; mais um exemplo? Quem contou sobre a chegada dos &amp;ldquo;descobridores&amp;rdquo; desta terra em 1500? O que ele falou? Algu&amp;eacute;m, anos depois foi saber dos povos originais qual a vis&amp;atilde;o deles deste fato? H&amp;aacute; pessoas que defendem um lado e outras que defendem a outra vis&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que &amp;eacute; visto hoje &amp;eacute; realmente uma guerra de vers&amp;otilde;es, no sentido de exercer at&amp;eacute; um poder sobre a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sobre aquele grupo que acredita nisto ou naquilo. E o que esta guerra de narrativas traz, em verdade &amp;eacute; uma desinforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Primeiro porque toda &amp;ldquo;guerra&amp;rdquo; levanta o v&amp;eacute;u sobre o lado irracional e n&amp;atilde;o permite um debate, n&amp;atilde;o permite conhecer outras vis&amp;otilde;es e vers&amp;otilde;es para serem checadas, debatidas e novas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es surgirem dali ou n&amp;atilde;o, confirmarem aquelas que j&amp;aacute; est&amp;atilde;o. Seria bom para todos, buscar aplacar o dedo em riste do eu tenho raz&amp;atilde;o e come&amp;ccedil;ar a ouvir mais vers&amp;otilde;es sobre o mesmo fato. Assim podemos avan&amp;ccedil;ar em v&amp;aacute;rios temas e crescer como seres humanos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
</description><link>https://www.agropress.com.br/show.aspx?idMateria=d17zBD7UjpQTjqV1tUnyMQ==&amp;linguagem=pt</link></item><item><pubDate>Mon, 31 Jan 2022 12:32:00 GMT</pubDate><title>Hora de fazer a lição de casa, bem feita!</title><description>&lt;p&gt;J&amp;aacute; &amp;eacute; conhecido por todos os n&amp;uacute;meros que a Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas para Alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Agricultura (FAO) divulga sobre qual ser&amp;aacute; a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o mundial em 2050, ou seja, dentro de 38 anos. O mundo tem hoje cerca de 7 bilh&amp;otilde;es de habitantes e deve atingir entre 9 e 10 bilh&amp;otilde;es de pessoas at&amp;eacute; l&amp;aacute;. O desafio de todos os pa&amp;iacute;ses ser&amp;aacute; ter comida para alimentar decentemente todo este montante de pessoas. O Brasil &amp;eacute; apontado como um dos principais fornecedores de alimentos para suprir esta demanda. Existem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de clima, solo e disponibilidade de v&amp;aacute;rias tecnologias para conseguir um avan&amp;ccedil;o significativo na produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de alimentos, tanto para mercado interno, quando para externo. Se bem que muito antes de exportar, dever&amp;iacute;amos tirar o cisco do nosso olho, ou seja, fornecer comida &amp;agrave;s mais de 9 milh&amp;otilde;es de pessoas no nosso pa&amp;iacute;s que n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m diariamente alimentos para colocar no prato.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Todo este cen&amp;aacute;rio levou a FAO a criar o Desafio 2050, com o objetivo de aumentar consideravelmente a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de alimentos em todo o mundo de forma sustent&amp;aacute;vel e eficiente, gerando seguran&amp;ccedil;a alimentar para toda a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o mundial. O objetivo &amp;eacute; dobrar a oferta de comida nas pr&amp;oacute;ximas tr&amp;ecirc;s d&amp;eacute;cadas, produzindo mais do que se produziu at&amp;eacute; hoje na hist&amp;oacute;ria da humanidade. Comida e &amp;aacute;gua para todos s&amp;atilde;o sin&amp;ocirc;nimo de paz mundial.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para atingir esta meta solicitada pela FAO, &amp;eacute; preciso que o agroneg&amp;oacute;cio fa&amp;ccedil;a seu tema de casa com muito capricho. A Entidade mundial afirma que o Pa&amp;iacute;s precisa dobrar a sua oferta anual de carne, que &amp;eacute; de 10 milh&amp;otilde;es de toneladas atualmente. Como j&amp;aacute; disse na semana passada, como ser&amp;aacute; poss&amp;iacute;vel cumprir este objetivo se cerca de 80% dos pecuaristas brasileiros n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m uma balan&amp;ccedil;a para pesar seu gado, na propriedade. E se 40% n&amp;atilde;o sabe o n&amp;uacute;mero de cabe&amp;ccedil;as que possuem no rebanho? Se o desfrute ainda oscila em torno de 20% - a metade do &amp;iacute;ndice na Argentina, por exemplo &amp;ndash; e a idade m&amp;eacute;dia de abate ainda acima de 36 meses, entre outros indicadores. Como atingir estes &amp;iacute;ndices se, por exemplo, no Rio Grande do Sul, at&amp;eacute; hoje, cerca de 30% da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cordeiros morre antes da desmama?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ainda hoje, na agricultura, na p&amp;oacute;s-colheita h&amp;aacute; perdas de cerca de 20% do total de gr&amp;atilde;os produzidos, sendo que 3% est&amp;atilde;o nas unidades de armazenamento, mesmo que j&amp;aacute; exista tecnologia muito barata para reduzir em pelo menos, 50% esta perda nos silos e armaz&amp;eacute;ns. Sim, podemos falar do lado positivo na agricultura. As perdas na colheita reduziram significativamente e chegam a menos de 2%.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas todos estes n&amp;uacute;meros mostram que por mais avan&amp;ccedil;ado que o Brasil esteja em tecnologias de sementes, de m&amp;aacute;quinas agr&amp;iacute;colas, de softwares de gest&amp;atilde;o, ainda tem uma certa caminhada para corrigir problemas b&amp;aacute;sicos, que, ao que parece, s&amp;atilde;o simples e de f&amp;aacute;cil aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ou comprar uma balan&amp;ccedil;a para pesar gado n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma atitude simples?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ter um manejo diferenciado que reduza a mortandade de cordeiros n&amp;atilde;o &amp;eacute; um ato simples?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Me parece que tem horas que estamos muito preocupados em fomentar tecnologias de alto n&amp;iacute;vel, investir em startups mega ultra modernas, quando o b&amp;aacute;sico n&amp;atilde;o &amp;eacute; feito! Chega a ser engra&amp;ccedil;ado ver um produtor rural querendo implantar pastagem quando n&amp;atilde;o sabe o n&amp;uacute;mero de cabe&amp;ccedil;as que possui e nem tem balan&amp;ccedil;a pr&amp;aacute; pesar e medir o ganho di&amp;aacute;rio que vai ter quando colocar na pastagem! Tudo isto parece o velho ditado. Colocar a carreta na frente dos bois! Acho que est&amp;aacute; na hora de repensar algumas coisas, n&amp;atilde;o?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
</description><link>https://www.agropress.com.br/show.aspx?idMateria=LeA2XmfEHdwqLYYHrz+A7A==&amp;linguagem=pt</link></item><item><pubDate>Mon, 17 Jan 2022 10:55:00 GMT</pubDate><title>Será que um dia deixaremos de ser Belíndia*</title><description>&lt;p&gt;O Brasil do agroneg&amp;oacute;cio &amp;eacute; exatamente o reflexo do Brasil urbano onde existe uma pir&amp;acirc;mide social que separa as pessoas por renda e, consequentemente, classe social. Dentro da porteira tamb&amp;eacute;m h&amp;aacute; uma pir&amp;acirc;mide que estratifica o(a) produtor(a) por tamanho da propriedade e, por conseguinte, renda. Isto traz como conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia a necessidade de criar programas sociais de apoio a esta grande massa de produtores(as) para que tenham acesso mais facilmente a cr&amp;eacute;dito, a tecnologias e assist&amp;ecirc;ncia t&amp;eacute;cnica no campo, a fim de poderem se manter na terra, produzir o alimento que todos precisam e, tamb&amp;eacute;m, n&amp;atilde;o migrarem para as cidades buscando melhores oportunidades de vida, criando, muitas vezes, bols&amp;otilde;es de pobreza e transferindo para outras esferas p&amp;uacute;blicas a necessidade de criar pol&amp;iacute;ticas de assist&amp;ecirc;ncia a esta popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Brasil do dentro da porteira que juntos produziu cerca de R$ 1,129 trilh&amp;atilde;o em 2021, n&amp;atilde;o consegue reverter boa parte desta renda gerada, para o seu benef&amp;iacute;cio, para a melhoria de qualidade de vida a quem nele atua. De que adianta apregoar aos quatro cantos deste continental pa&amp;iacute;s, que a tecnologia 5G de telefonia est&amp;aacute; chegando, quando muitos lugares, bem perto da sede dos munic&amp;iacute;pios, n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m acesso a luz, ou estradas com qualidade razo&amp;aacute;vel que n&amp;atilde;o se tornem um lama&amp;ccedil;al logo na primeira enxurrada? Qual a raz&amp;atilde;o de promover uma &amp;ldquo;lavagem&amp;rdquo; cerebral sobre a digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da agropecu&amp;aacute;ria, quando, por exemplo, 80% dos pecuaristas n&amp;atilde;o possuem em suas fazendas uma ferramenta b&amp;aacute;sica que &amp;eacute; a balan&amp;ccedil;a de pesagem do gado? Ou ainda, 60% deste grupo n&amp;atilde;o sabe exatamente qual o tamanho do seu rebanho total ou por categorias? &amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Esta discrep&amp;acirc;ncia em v&amp;aacute;rias pontas do dentro da porteira pode ser vista, de certa forma, como um forte freio no processo de crescimento de todo o agro e, consequentemente, na renda que ele gera para o pa&amp;iacute;s e para o pr&amp;oacute;prio produtor. Gerando uma renda mais qualificada, ele(a) pode n&amp;atilde;o s&amp;oacute; melhorar sua infraestrutura de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas tamb&amp;eacute;m se qualificar em termos de escolaridade e conhecimento. Estamos em 2022 e, at&amp;eacute; hoje, 54% dos produtores rurais n&amp;atilde;o terminaram ou terminam o ensino b&amp;aacute;sico! Pouco mais de 30% concluem o ensino fundamental. Como se vai ter absor&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novas tecnologias, saber aproveit&amp;aacute;-las se o(a) produtor(a) n&amp;atilde;o tem forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o escolar suficiente para compreender como usar as informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es geradas pelas tecnologias?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Esta falta de escolaridade e, portanto, de massa cr&amp;iacute;tica, mant&amp;eacute;m a estratifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o social no campo, no mesmo formato da &amp;eacute;poca do Brasil col&amp;ocirc;nia. Quando algum destes produtores consegue romper a bolha, torna-se um exemplo de produtor bem sucedido porque ascendeu a outra condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o social.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Parece uma coisa de revolucion&amp;aacute;rio, mas se pensarmos que elevando as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o para um n&amp;iacute;vel melhor, oferecendo n&amp;atilde;o s&amp;oacute; cr&amp;eacute;dito e assist&amp;ecirc;ncia, mas estradas de qualidade, telefonia, benef&amp;iacute;cios, que se eleve um degrau que seja na vida destas pessoas, a grande quantidade de produtores(as) que est&amp;atilde;o numa base de pir&amp;acirc;mide, vai produzir com menor sacrif&amp;iacute;cio, melhorar a sua renda e gerar mais riqueza. Isto por si s&amp;oacute;, geraria um movimento virtuoso em dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o de deixarmos de ser uma Bel&amp;iacute;ndia que &amp;eacute; a mistura de B&amp;eacute;lgica com a &amp;Iacute;ndia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ser&amp;aacute; poss&amp;iacute;vel ou &amp;eacute; sonho?&lt;/p&gt;
</description><link>https://www.agropress.com.br/show.aspx?idMateria=kg6kuFbqxwjWK6rNBxY+dA==&amp;linguagem=pt</link></item><item><pubDate>Tue, 21 Dec 2021 17:31:00 GMT</pubDate><title>Como vai a sua Marca?</title><description>&lt;p&gt;V&amp;aacute;rios s&amp;atilde;o os signos e coisas f&amp;iacute;sicas que identificam voc&amp;ecirc;, caro leitor. E desde que se nasce s&amp;atilde;o feitos registros para identificar que voc&amp;ecirc; &amp;eacute; &amp;uacute;nico. A impress&amp;atilde;o digital, o tipo sangu&amp;iacute;neo, o seu DNA, o n&amp;uacute;mero de registro que recebe quando nasce, o n&amp;uacute;mero na carteira de identidade, CPF e v&amp;aacute;rios outros registros s&amp;atilde;o feitos somente para voc&amp;ecirc;. Nenhum outro tem igual. Podem ter o mesmo tipo sangu&amp;iacute;neo, mas em uma an&amp;aacute;lise no microsc&amp;oacute;pio, v&amp;atilde;o perceber v&amp;aacute;rias diferen&amp;ccedil;as. Depois, a medida que voc&amp;ecirc; cresce, vai buscando o seu pr&amp;oacute;prio jeito de falar, andar e vestir. &amp;Eacute; a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sua identidade pessoal. E tudo isto junto, podemos chamar de sua &lt;strong&gt;marca pessoal&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Muitas vezes somos capazes de distinguir voc&amp;ecirc; no meio de um grupo, justamente por conta destas marcas pessoais. O caminhar, o falar, cantar, vestir. De longe as pessoas dizem: - Olha l&amp;aacute;, l&amp;aacute; vem a (o) fulana (a)! E &amp;eacute; muito interessante como buscamos estar sempre atentos a cuidar deste jeito de ser, a mant&amp;ecirc;-lo vis&amp;iacute;vel, porque afinal, &amp;eacute; ele que nos faz diferente dos outros. &amp;Eacute; esta marca que mostra que temos a personalidade de um jeito ou de outro. Volta e meia voc&amp;ecirc; vai dar um &amp;ldquo;tapa&amp;rdquo; no visual, uma garibada, n&amp;eacute;? Pr&amp;aacute; manter esta marca fresquinha, revigorada! Geralmente voc&amp;ecirc; faz isto para o seu pr&amp;oacute;prio bem estar, mas, tamb&amp;eacute;m querendo que as pessoas percebam, n&amp;atilde;o &amp;eacute;?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pois bem, no mundo dos neg&amp;oacute;cios, assim &amp;eacute; com as marcas das empresas e dos produtos. Com algumas sutis diferen&amp;ccedil;as A Marca &amp;eacute; criada a partir de conceitos que se quer transmitir aos consumidores. Ela representa uma s&amp;eacute;rie de mensagens que nem sempre s&amp;atilde;o claramente perceb&amp;iacute;veis por quem a v&amp;ecirc;. Em geral, com seus elementos gr&amp;aacute;ficos e cores buscam transmitir confian&amp;ccedil;a, empresa estruturada, respeito ao consumidor. Quando s&amp;atilde;o produtos de beleza, usam cores que demarquem este atributo. Alimentos, em geral, transmitem sa&amp;uacute;de, bom sabor, qualidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Marcas s&amp;atilde;o t&amp;atilde;o importantes que no levantamento de quanto vale uma empresa, entra na lista de ativos. Por muitos anos a marca Coca Cola foi a de maior valor no mundo. Atualmente a Apple &amp;eacute; a top entre todas com seu valor estimado em US$ 408,2 bilh&amp;otilde;es. E no Brasil, a do Banco Ita&amp;uacute; est&amp;aacute; no topo das 10 mais. Para empresas de v&amp;aacute;rios segmentos, marca &amp;eacute; t&amp;atilde;o valioso que contratam pessoas para gerenci&amp;aacute;-las, cuidar para que&amp;nbsp;nada afete a sua imagem. Porque, como diz um velho ditado, se leva uma vida construindo um nome, e bastam 5 segundos para atir&amp;aacute;-lo na lama!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A gest&amp;atilde;o de marca &amp;eacute; uma das atividades da &amp;aacute;rea do marketing. Porque &amp;eacute; atrav&amp;eacute;s dela que a empresa &amp;eacute; conhecida e reconhecida pelo p&amp;uacute;blico. Todo o mundo que v&amp;ecirc; aquele M amarelo e vermelho no alto de um totem reconhece a loja de fast food McDonald&amp;acute;s. H&amp;aacute; marcas que se tornaram sin&amp;ocirc;nimo do produto, como Gillete, Xerox, entre outras. Tempos atr&amp;aacute;s conheci uma pessoa que trabalhava na gest&amp;atilde;o de marca de uma grande empresa. Foi interessante saber que esta empresa se preocupava em saber como todo o universo de pessoas que lidavam com seus produtos/marca, tratavam a marca. E para ter um &amp;uacute;nico comportamento, investiam muitos recursos em treinamentos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No agroneg&amp;oacute;cio o tema da marca &amp;eacute; muito relevante. Os anos de experi&amp;ecirc;ncia no setor mostraram que poucas empresas t&amp;ecirc;m a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o do qu&amp;atilde;o &amp;eacute; importante cuidar da sua marca como cuidam de todos os outros setores. Ela &amp;eacute; o porta estandarte da empresa onde quer que esteja e vai transmitir aos consumidores, todos os valores da empresa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por isto que &amp;eacute; important&amp;iacute;ssimo criar a marca a partir de um estudo e de um processo de pesquisa. E, depois de definida, elaborar e distribuir a todos que forem manuse&amp;aacute;-la, um manual de uso da marca para que seja utilizada de forma padr&amp;atilde;o, sem distor&amp;ccedil;&amp;otilde;es ou mudan&amp;ccedil;as.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E ent&amp;atilde;o, Como vai a sua Marca?&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
</description><link>https://www.agropress.com.br/show.aspx?idMateria=6uW7dEYCn4AnKT6ljqF75w==&amp;linguagem=pt</link></item><item><pubDate>Tue, 14 Dec 2021 19:00:00 GMT</pubDate><title>Marketing prá que?</title><description>&lt;p&gt;&lt;img alt="" src="https://files.workr.com.br/ViewImage.aspx?image=rhQA0rnrPo16rXeIitj2lA==" /&gt;Estamos no s&amp;eacute;culo 21. Quando os principais escritores americanos de fic&amp;ccedil;&amp;atilde;o cient&amp;iacute;fica escreveram sobre a Terra neste momento, imaginaram que ela j&amp;aacute; estaria cheia de carros voadores que andariam em avenidas no c&amp;eacute;u e espa&amp;ccedil;onaves que viajariam de um planeta a outro muito rapidamente. E as pessoas estariam conectadas de tal forma que poderiam conversar umas com as outras como se estivessem fisicamente na mesma sala. E, no entanto, seria uma imagem hologr&amp;aacute;fica.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A realidade que temos hoje &amp;eacute; bastante longe desta fic&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Sim, estamos tentando chegar a Marte, mas ainda andamos em carros com rodas e movidos a combust&amp;iacute;vel f&amp;oacute;ssil, mesmo que a ind&amp;uacute;stria do setor esteja fazendo uma for&amp;ccedil;a imensa para introduzir os carros movidos a eletricidade. E a conectividade entre as pessoas est&amp;aacute;, sim, bastante avan&amp;ccedil;ada, podemos falar instantaneamente com quem queremos, com imagem e som, mesmo que esteja a milhares de quil&amp;ocirc;metros de dist&amp;acirc;ncia. Mas ainda dependemos de um computador ou smartphone para isto. N&amp;atilde;o que seja ruim, nada disso. &amp;Eacute; uma enorme evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o em muito poucos anos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas esta evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica que vivemos neste momento, que inclusive permite que assistamos palestras de importantes figuras da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, do marketing ou outras &amp;aacute;reas n&amp;atilde;o trouxe, por mais contradit&amp;oacute;rio que pare&amp;ccedil;a, uma mudan&amp;ccedil;a, uma evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o no pensamento de muitas administra&amp;ccedil;&amp;otilde;es de empresas. E porque saliento isto? Porque mesmo hoje, na segunda d&amp;eacute;cada do s&amp;eacute;culo 21, um grande porcentual de empresas, dos mais diversos setores, ainda n&amp;atilde;o possui um profissional respons&amp;aacute;vel pela &amp;aacute;rea de marketing. Outro grupo que possui, acredita que marketing serve para cuidar da propaganda da empresa e gerar vendas. E uma pequena parcela sabe para que existe marketing.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;De acordo com Philip Kotler, renomado professor americano de administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o e um dos criadores dos conceitos deste tema, marketing &amp;eacute; atender as necessidades humanas, que s&amp;atilde;o f&amp;iacute;sicas, de alimento, vestir, entre outros. Conforme ele as pessoas t&amp;ecirc;m desejos quase infinitos, mas recursos limitados. Portanto elas desejam escolher produtos que proporcionem o m&amp;aacute;ximo de satisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o poss&amp;iacute;vel em troca de seu dinheiro. Portanto, ainda segundo o autor, marketing significa trabalhar com mercados para conseguir trocas com a finalidade de satisfazer necessidades e desejos humanos. &amp;quot;Assim, marketing &amp;eacute; o processo pelo qual indiv&amp;iacute;duos e grupos obt&amp;ecirc;m o que precisam e desejam atrav&amp;eacute;s da troca de produtos e valores&amp;quot;, declara Kotler.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E como satisfazer estes desejos das pessoas? &amp;Eacute; preciso ter um produto ou servi&amp;ccedil;o que lhes agrade. Al&amp;eacute;m disto, elaborar uma um plano para fazer com que estas pessoas conhe&amp;ccedil;am o que lhes est&amp;aacute; sendo oferecido. Este plano, a estrat&amp;eacute;gia de mostrar o produto, &amp;eacute; criado pelo especialista em marketing que realiza uma s&amp;eacute;rie de estudos para ver o melhor momento, a forma e o conte&amp;uacute;do que vai produzir para chamar a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do p&amp;uacute;blico sobre aquele produto para que seja comprado por ele. Ali&amp;aacute;s, cabe aqui um coment&amp;aacute;rio a mais. Nos EUA, nenhum neg&amp;oacute;cio &amp;eacute; iniciado sem um plano de marketing porque para eles, isto &amp;eacute; a base do sucesso de qualquer empresa. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Muitas empresas querem obter excelentes resultados do seu departamento de vendas. Contratam um bom gerente, bons vendedores, mas n&amp;atilde;o investem na contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um estrategista, no caso, o profissional de marketing. Porque al&amp;eacute;m do plano de como vender e o que vender, ele vai criar o plano de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, para divulgar que aquele produto que a empresa quer vender, &amp;eacute; realmente o que o p&amp;uacute;blico estava querendo. Ir para um &amp;ldquo;campo de batalha&amp;rdquo; sem um estrategista &amp;eacute; largar os &amp;ldquo;soldados&amp;rdquo; &amp;agrave; pr&amp;oacute;pria sorte, cada um lutando por si, e n&amp;atilde;o por um objetivo comum.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por incr&amp;iacute;vel que pare&amp;ccedil;a, no agroneg&amp;oacute;cio &amp;eacute; muito comum encontrar empresas de v&amp;aacute;rios tamanhos, sem um respons&amp;aacute;vel pelo setor de marketing. Ou, quando tem, &amp;eacute; para cuidar do material gr&amp;aacute;fico, da montagem da feira e receber as diversas propostas de publicidade enviadas pelos ve&amp;iacute;culos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que ano a ano se acumulam na gaveta, sem nunca terem sido sequer olhadas, porque n&amp;atilde;o &amp;eacute; esta a fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste funcion&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Volta e meia ou&amp;ccedil;o os l&amp;iacute;deres empresariais dizerem. &amp;ldquo;Se queres um resultado diferente, fa&amp;ccedil;a diferente, do contr&amp;aacute;rio, ter&amp;aacute;s sempre o mesmo resultado&amp;rdquo;. Utilizando esta id&amp;eacute;ia, d&amp;aacute; para dizer; se queres um resultado diferente, um aumento nas suas vendas, melhoria na confian&amp;ccedil;a da marca pelos seus consumidores, contrate um especialista em marketing e ter&amp;aacute;s este resultado bem diferente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nelson Moreira &amp;nbsp;&lt;/p&gt;
</description><link>https://www.agropress.com.br/show.aspx?idMateria=CacuOioONanLLZtGQAXyCw==&amp;linguagem=pt</link></item><item><pubDate>Fri, 20 Sep 2019 18:14:00 GMT</pubDate><title>Não adianta vender “o Brasil", precisamos vender “do Brasil”</title><description>&lt;p style="text-align: right;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p style="text-align: right;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
</description><link>https://www.agropress.com.br/show.aspx?idMateria=5BIZGfhMlP+yVIDlqOZa2Q==&amp;linguagem=pt</link></item><item><pubDate>Mon, 15 Jul 2019 17:58:00 GMT</pubDate><title>Você já viu Ministro da Agricultura correr de trator? Eu vi. </title><description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Richard Jakubaszko *&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Foi assim: nos idos de 1976 eu trabalhava na assessoria de imprensa e rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es p&amp;uacute;blicas da Valmet Tratores, hoje Valtra, do Grupo AGCO. Preparamos durante meses o lan&amp;ccedil;amento do trator florestal, intimamente conhecido como florest&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tivemos muitas id&amp;eacute;ias para promover o lan&amp;ccedil;amento, e de especial mesmo criamos um evento a se realizar na f&amp;aacute;brica em Mogi das Cruzes(SP), com presen&amp;ccedil;a de altas autoridades, afinal o in&amp;eacute;dito equipamento merecia, tinha na gen&amp;eacute;tica a tecnologia Valmet Oy, finlandesa l&amp;iacute;der mundial no segmento.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Preparamos a lista dos convidados com ministros, jornalistas, congressistas, fornecedores, clientes, revendas, o clero. Est&amp;aacute;vamos em outubro, e a data marcada, por coincid&amp;ecirc;ncia, coincidiu com o Sal&amp;atilde;o do Autom&amp;oacute;vel daquele ano, que seria inaugurado pelo presidente Ernesto Geisel.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tentamos incluir o presidente, j&amp;aacute; que estaria em S&amp;atilde;o Paulo, e despachamos convite via telex, porque n&amp;atilde;o existia internet nem fax naquela &amp;eacute;poca. Se ele viesse, a festa estaria garantid&amp;iacute;ssima. Como o alem&amp;atilde;o era gente positiva, e n&amp;atilde;o fazia nh&amp;eacute;m-nh&amp;eacute;m-nh&amp;eacute;m, no dia seguinte ao convite veio o aviso de que n&amp;atilde;o seria poss&amp;iacute;vel, por compromissos de agenda.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O ministro da agricultura de Geisel, o competente engenheiro agr&amp;ocirc;nomo Alysson Paolinelli confirmou de bate pronto o convite por telex ao presidente da Valmet, na ocasi&amp;atilde;o o professor Hugo de Almeida Leme, ex-ministro da agricultura de Castelo Branco.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por telefone combinamos com a assessoria detalhes da visita, hor&amp;aacute;rios, translado do ministro por helic&amp;oacute;ptero, do aeroporto de Congonhas at&amp;eacute; a f&amp;aacute;brica em Mogi das Cruzes, e depois escala ao Parque Anhembi quando Paolinelli se juntaria &amp;agrave; comitiva presidencial.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Os problemas come&amp;ccedil;aram no dia do evento, quando veio um telefonema do Pal&amp;aacute;cio dos Bandeirantes, que emprestara o helic&amp;oacute;ptero. Queriam as coordenadas de v&amp;ocirc;o. Passamos longitude, latitude etc. Mas tinha de ter uma biruta. Voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o sabe o que &amp;eacute; isso? Pois biruta &amp;eacute; aquele saco de ar, super comprido, que parece um enorme saco de coar caf&amp;eacute;, que fica pendurado em mastro bem alto, para dar a dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o do vento aos pilotos das aeronaves.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como n&amp;atilde;o t&amp;iacute;nhamos a biruta, e o v&amp;ocirc;o se daria dali a poucos minutos, pois o piloto estava saindo para ir a Congonhas, ele deu instru&amp;ccedil;&amp;otilde;es t&amp;eacute;cnicas detalhadas: &amp;quot;fixem no ch&amp;atilde;o um mastro com barra de ferro, na altura de pelo menos 6 metros de altura, e l&amp;aacute; em cima colem com fita adesiva uns 2 a 3 metros de papel higi&amp;ecirc;nico, pra ficar balan&amp;ccedil;ando&amp;quot;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Fizemos conforme solicitado, e resolveu. A inusitada cena do higi&amp;ecirc;nico papel tremulando ao vento mogiano causou muito ti-ti-ti, durante e depois do evento...&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Outro pedido incomum: &amp;quot;fa&amp;ccedil;am um c&amp;iacute;rculo no ch&amp;atilde;o, com tinta branca, de 5 metros de raio, com risco de 30 cm de largura, e uma cruz vermelha bem no meio do c&amp;iacute;rculo&amp;quot;. Perguntei brincando se podia ser um &amp;quot;x&amp;quot;. Podia, para o piloto l&amp;aacute; em cima era tudo igual, fosse cruz ou &amp;quot;x&amp;quot;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O helic&amp;oacute;ptero aterrissou perfeito no c&amp;iacute;rculo de tinta fresca cerca de 1 hora depois, com direito a parab&amp;eacute;ns do piloto e comandante, pela rapidez e efici&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E a visita de Paolinelli, comitiva, e mais de 150 convidados, transcorreu conforme planejado. Mas a Lei de Murphy existe mesmo. T&amp;iacute;nhamos vencido o primeiro round, mas faltava o resto. E Murphy por perto... (a Lei de Murphy &amp;eacute; assim: se algo pode dar errado, ent&amp;atilde;o vai dar errado!).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois de percorrer a linha de montagem os visitantes foram concentrados no p&amp;aacute;tio da f&amp;aacute;brica, que era ladeado por um gramado plantado em um enorme barranco, tinha uns 5 a 6 metros de altura, com declividade de uns 25 a 27 graus, era &amp;iacute;ngreme mesmo. Ali no p&amp;aacute;tio se daria o grande momento do evento, o cl&amp;iacute;max.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para demonstrar a capacidade do trator florestal da Valmet de trabalhar em &amp;aacute;reas acidentadas, o que &amp;eacute; t&amp;iacute;pico das &amp;aacute;reas florestais, mesmo carregado de toras de madeira na carroceria, planejamos o florest&amp;atilde;o descer pelo fofo gramado do tal do barranc&amp;atilde;o. Quando est&amp;aacute;vamos no meio do p&amp;aacute;tio, o tratorista l&amp;aacute; em cima do barranco foi avisado, ligou o motor, que mais parecia motor de avi&amp;atilde;o a jato, pelo que me lembro eram 450 cv no motor, e ainda tinha o peso do &amp;quot;donzelo&amp;quot;, mais de 15 toneladas, sem contar as 30 toneladas de toras de madeira na ca&amp;ccedil;amba.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando aquele monstrengo de quase 4 metros de altura (o florest&amp;atilde;o, gente!) apontou l&amp;aacute; em cima, e se tornou vis&amp;iacute;vel a todos n&amp;oacute;s que est&amp;aacute;vamos bem embaixo, e o &amp;quot;bich&amp;atilde;o&amp;quot; come&amp;ccedil;ou a descer, um barulh&amp;atilde;o ensurdecedor, primeiro todo mundo congelou. A&amp;iacute;, o trator deslizou de lado uns 2 metros na grama fofa, com toda a sutileza e suavidade de seu peso e tamanho.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O motorista deu uma acelerada na rota&amp;ccedil;&amp;atilde;o do motor, para provar que estava no controle e dono da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e reiniciou sua firme descida com plena seguran&amp;ccedil;a, mas l&amp;aacute; embaixo a assist&amp;ecirc;ncia havia descongelado: todo mundo disparou a correr, uma corrida civilizada &amp;eacute; claro, eu primeiro, o ministro junto, e todos os convidados tamb&amp;eacute;m, sai da frente, s&amp;ocirc;! O Professor Hugo Leme ficou para tr&amp;aacute;s, j&amp;aacute; estava com certa idade, mas moveu-se com agilidade, repentinamente entusiasmado e adepto de esportes velocistas. Como foi tudo surpresa, n&amp;atilde;o houve tempo para ensaio, os fot&amp;oacute;grafos contratados pela Valmet, e tamb&amp;eacute;m fot&amp;oacute;grafos da imprensa tinham corrido, ou melhor, descongelado tamb&amp;eacute;m.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O florest&amp;atilde;o desceu s&amp;atilde;o e salvo, ningu&amp;eacute;m se feriu, foi s&amp;oacute; um susto, nada demais. Lamentavelmente n&amp;atilde;o houve uma &amp;uacute;nica foto para registrar a brilhante demonstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Foi assim que vi um ministro da agricultura correr de um trator. Na verdade nem isso eu vi, quando o florest&amp;atilde;o derrapou na grama bem em cima da minha cabe&amp;ccedil;a, corri na frente de todos, caso contr&amp;aacute;rio, me ocorreu hoje, eu talvez n&amp;atilde;o pudesse contar essa hist&amp;oacute;ria, 30 anos depois.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Entretanto, tenho de admitir com honestidade que eu sa&amp;iacute; na frente, talvez tenha provocado o &amp;quot;estouro da boiada&amp;quot;, mas o ministro chegou primeiro ao lugar que conseguimos avaliar como &amp;quot;&amp;aacute;rea de seguran&amp;ccedil;a&amp;quot;, alguns metros &amp;agrave; frente, at&amp;eacute; porque ningu&amp;eacute;m se atreveu a olhar para tr&amp;aacute;s e esperar para saber se estava a salvo mesmo. Simplesmente corremos o necess&amp;aacute;rio, mas naquele momento, que o susto foi grande, isso foi.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;At&amp;eacute; hoje eu me lembro. O Murphy tinha deixado a sua marca.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;small&gt;* o autor &amp;eacute; jornalista e escritor. Editor do Portal DBO, tem um blog:&lt;br /&gt;
&lt;a href="https://richardjakubaszko.blogspot.com"&gt;https://richardjakubaszko.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;
</description><link>https://www.agropress.com.br/show.aspx?idMateria=pFGfzIDhk8CZIeYb7WP+0w==&amp;linguagem=pt</link></item><item><pubDate>Mon, 15 Jul 2019 17:49:00 GMT</pubDate><title>Por que as empresas não entendem comunicação?</title><description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;K&amp;aacute;tya Desessards*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em todas as empresas que trabalhei ou realizei consultorias perguntei aos gestores: &amp;ldquo;Como voc&amp;ecirc; quer ser visto no mercado?&amp;rdquo;. As respostas foram quase que &amp;lsquo;decoradas&amp;rsquo;. &amp;Oacute;bvio que queriam causar as melhores impress&amp;otilde;es. Da&amp;iacute; perguntava: &amp;ldquo;Como sua empresa se comunica? H&amp;aacute; estrat&amp;eacute;gias e a&amp;ccedil;&amp;otilde;es focadas ao relacionamento com formadores de opini&amp;atilde;o?&amp;rdquo;. Em quase 100% das vezes um sil&amp;ecirc;ncio constrangedor pairava. Alguns buscavam contornar. &amp;ldquo;Meu assessor de imprensa pode responder isso. &amp;ldquo;Minha ag&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; que cuida dessa parte&amp;rdquo;. &amp;ldquo;Temos outras prioridades&amp;rdquo;. Eu argumentava: &amp;ldquo;Quem s&amp;atilde;o os formadores de opini&amp;atilde;o na sua concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&amp;rdquo;Boa parte responde: &amp;ldquo;&amp;Eacute; a imprensa&amp;rdquo;. &amp;ldquo;Os jornalistas&amp;rdquo;. E sempre dentro dessas varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Durante cerca de 15 anos recebendo os mesmos argumentos, percebi que o problema n&amp;atilde;o estava nas respostas, mas sim na forma de fazer as perguntas. Precisava entender o por qu&amp;ecirc; as empresas (de qualquer porte) de modo geral, n&amp;atilde;o conseguem visualizar a import&amp;acirc;ncia da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o empresarial e organizacional como ferramenta da gest&amp;atilde;o para atingir os resultados estrat&amp;eacute;gicos esperados no mercado. Todos os gestores &amp;ndash; sem nenhuma exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ndash; inclusive voc&amp;ecirc;, acreditam que comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; importante. Esta &amp;eacute; a quest&amp;atilde;o. Responda: Por que voc&amp;ecirc; acha isso? Com certeza &amp;ndash; absoluta -, todas as respostas segue um mesmo padr&amp;atilde;o, mas nenhuma atinge o cerne da quest&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;N&amp;atilde;o existe m&amp;aacute;gica. N&amp;atilde;o existe &amp;lsquo;pulo do gato&amp;rsquo;. Nem mesmo h&amp;aacute; f&amp;oacute;rmulas pr&amp;eacute;-determinadas. O que existe &amp;eacute; a necessidade das empresas de conseguirem &amp;lsquo;vender&amp;rsquo; a imagem que desejam ao mercado. A necessidade das empresas de serem conhecidas de forma correta. A necessidade das empresas de competirem e de manterem seus diferenciais. Pois bem, da&amp;iacute; o marketing, as ag&amp;ecirc;ncias, o gestor comercial, o pr&amp;oacute;prio dono da empresa dizem: &amp;ldquo;N&amp;oacute;s agimos&amp;rdquo;. &amp;ldquo;Nossa empresa realiza campanhas publicit&amp;aacute;rias&amp;rdquo;. &amp;ldquo;Temos estrat&amp;eacute;gias de relacionamento&amp;rdquo;. Etc, etc.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Da&amp;iacute; sempre me vem uma curiosidade.Pergunto: &amp;ldquo;A empresa possui controle sobre as ferramentas de relacionamento e de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mercado e com os formadores de opini&amp;atilde;o? A empresa domina o controle sobre os resultados de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&amp;rdquo; Mais uma vez, o sil&amp;ecirc;ncio paira. Explico: &amp;ldquo;Isso &amp;eacute; importante porque os formadores de opini&amp;atilde;o que ir&amp;atilde;o incidir sobre a imagem da empresa, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o apenas os da imprensa, mas os seus stakeholders, seus fornecedores, seus clientes diretos e indiretos, seus parceiros e seus concorrentes. Ali&amp;aacute;s, principalmente, os concorrentes&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Existem alguns exemplos extraordin&amp;aacute;rios de empresas, pessoas e &amp;ndash; at&amp;eacute; &amp;ndash; partidos pol&amp;iacute;ticos, que sabem exatamente a import&amp;acirc;ncia da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, dominam sua aplicabilidade e &amp;ndash; principalmente &amp;ndash; possuem o a an&amp;aacute;lise dos seus resultados, atrav&amp;eacute;s de mensura&amp;ccedil;&amp;otilde;es e indicadores de imagem, risco e reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sem fazer qualquer ju&amp;iacute;zo de valor ou de julgamento, sobre a &amp;eacute;tica aplicada, estas empresas, entidades e institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, perceberam que comunicar n&amp;atilde;o &amp;eacute; um ato de redigir um meropress-release e envi&amp;aacute;-lo aos ve&amp;iacute;culos de imprensa. Conseguir comunicar &amp;eacute; saber primeiro qual imagem s quer passar e encontrar a mensagem mais adequada para que sirva a diferentes tipos de p&amp;uacute;blico e, depois, tornar a mesma mensagem um agente propagador dela pr&amp;oacute;pria. Parece simples. Por&amp;eacute;m, para conseguir sucesso &amp;eacute; preciso ter total convic&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mensagem, da sua verdade e n&amp;atilde;o mudar a linguagem, sempre manter o caminho, a disciplina e o a humildade diante das poss&amp;iacute;veis cr&amp;iacute;ticas. E estar sempre atendo e aberto &amp;agrave; evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as mudan&amp;ccedil;as do mercado e as vari&amp;aacute;veis de interesse do consumo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Atingir resultados positivos &amp;eacute; um processo de continuidade, autocontrole, planejamento e persist&amp;ecirc;ncia. Ser fonte, autoridade ou refer&amp;ecirc;ncia em determinado assunto n&amp;atilde;o &amp;eacute; um jogo de marketing. Ou a empresa &amp;eacute; ou n&amp;atilde;o. Sabe o ditado popular: &amp;ldquo;Mentira tem perna curta&amp;rdquo;. N&amp;atilde;o se consegue sustentar uma relev&amp;acirc;ncia que n&amp;atilde;o se tem. Na primeira pol&amp;ecirc;mica ou crise as mascaras caem.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; a ferramenta e estrat&amp;eacute;gia ao mesmo tempo.Por isso as quest&amp;otilde;es acima devem ser levados &amp;agrave; quinta pot&amp;ecirc;ncia.&amp;Eacute; muito comum as empresas acharem que os resultados de curto prazo atingidos com uma a&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; &amp;eacute; o suficiente. Mas volte a pensar nos exemplos de empresas, pessoas e institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es que falei.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma imagem ou conceito, s&amp;oacute; se consolida a longo prazo. &amp;Eacute; um exerc&amp;iacute;cio de disciplina e paci&amp;ecirc;ncia. Seguindo a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gica da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o controle dos processos e dos resultados se torna natural. E se indicadores forem introduzidos aos processos de gest&amp;atilde;o o mapeamento e a an&amp;aacute;lise desses resultados se tornam ainda mais relevantes e vis&amp;iacute;veis de serem ampliados ou corrigidos. Mesmo diante de situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es adversas ou de per&amp;iacute;odos de crise interna ou externa &amp;ndash; como por exemplo &amp;ndash; greves, acidentes, crise no mercado, ataque de concorrentes ou advers&amp;aacute;rios, quebra de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, problemas clim&amp;aacute;ticos, etc. Ou seja, quando se tem na comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o uma aliada para atingir as estrat&amp;eacute;gias, se tem o controle sobre os resultados porque sua imagem estar s&amp;oacute;lida o suficiente. E os resultados que falo s&amp;atilde;o aqueles estabelecidos no Planejamento Estrat&amp;eacute;gico.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O marketing, a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o departamento comercial e o setor de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o devem estar em sinergia, em compasso, caminhando para o mesmo objetivo. O que n&amp;atilde;o se v&amp;ecirc; em muitas empresas. Arrisco at&amp;eacute;, na quase maioria delas. Esta &amp;eacute; a l&amp;oacute;gica para que a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o obtenha resultados reais, claros e f&amp;iacute;sicos &amp;agrave; empresa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pensar apenas em enviar press-release, ou apenas fazer campanhas publicit&amp;aacute;rias, ou criar a&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociais, &amp;eacute; ser igual, &amp;eacute; ser passivo e, at&amp;eacute; certo ponto, se colocar num pedestal onde a empresa n&amp;atilde;o precisa de mais nada al&amp;eacute;m do investimento em &amp;lsquo;como ela quer ser vista&amp;rsquo;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Agora, ter sua imagem, id&amp;eacute;ia ou conceito inabal&amp;aacute;veis - mesmo que criticado ou atacado-,esse &amp;eacute; o resultado de muito trabalho, de perceber a gest&amp;atilde;o de forma hol&amp;iacute;stica e agir focado sempre no al&amp;eacute;m das metas,mesmo que por algum motivo voc&amp;ecirc; precise recuar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por isso, que n&amp;atilde;o &amp;eacute; o FOCO o decisivo - pois ele &amp;eacute; a postura nesse processo, a quest&amp;atilde;o &amp;eacute; entender profundamente O QUE se quer, o PORQU&amp;Ecirc; se quer e, principalmente, por QUANTO tempo se quer. Aplicando estrat&amp;eacute;gias de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o com coer&amp;ecirc;ncia, disciplina e humildade, deixando que os profissionais fa&amp;ccedil;am seu trabalho -assim como voc&amp;ecirc; faz o seu &amp;ndash; s&amp;oacute; pode dar errado se for muito azarado. Da&amp;iacute; o problema n&amp;atilde;o &amp;eacute; de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;eacute; de falta de f&amp;eacute; em si mesmo. E essa atitude responde a pergunta inicial: &amp;ldquo;Por que as empresa n&amp;atilde;o entendem comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&amp;rdquo;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;small&gt;*Jornalista, consultora de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional e intelig&amp;ecirc;ncia colaborativa.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;
</description><link>https://www.agropress.com.br/show.aspx?idMateria=F7U51UX/qiM6cdqmSZ/lvQ==&amp;linguagem=pt</link></item><item><pubDate>Mon, 15 Jul 2019 17:49:00 GMT</pubDate><title>Mais conectividade, melhor gestão, maior produção</title><description>&lt;p&gt;Andr&amp;eacute; Rorato*&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um dos balan&amp;ccedil;os poss&amp;iacute;veis de se fazer ap&amp;oacute;s a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da 25&amp;ordf;. edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Agrishow, em Ribeir&amp;atilde;o Preto, SP, a principal feira de tecnologias voltada para o agroneg&amp;oacute;cio, que se encerrou no in&amp;iacute;cio de maio deste ano, &amp;eacute; que foi um evento onde a palavra conectividade esteve em grande parte das conversas e dos estandes. Quase todas as empresas tinham algum produto, equipamento, aplicativo que se destinava a conectar uma m&amp;aacute;quina com outra ou com o computador do escrit&amp;oacute;rio ou mesmo aos smartphones. E &amp;eacute; impressionante perceber o veloz crescimento no n&amp;uacute;mero de startups ou de empresas j&amp;aacute; longamente estabelecidas, que ofereciam seus servi&amp;ccedil;os, sempre com a premissa de conex&amp;atilde;o via Bluetooth, internet, sat&amp;eacute;lite ou alguma outra solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o semelhante. E isto &amp;eacute; extraordin&amp;aacute;rio, fant&amp;aacute;stico porque boa parte desta tecnologia que est&amp;aacute; sendo desenvolvida j&amp;aacute; est&amp;aacute; incorporada ou em vias de ser implantada nas m&amp;aacute;quinas e equipamentos agr&amp;iacute;colas. Ou seja, elas, as m&amp;aacute;quinas, j&amp;aacute; est&amp;atilde;o no mundo digital e isto n&amp;atilde;o tem mais volta. E &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel dizer que quase n&amp;atilde;o h&amp;aacute; mais diferen&amp;ccedil;a entre os produtos vendidos no Brasil e os que est&amp;atilde;o nos EUA ou Europa. E fica dif&amp;iacute;cil conter este pensamento...que mundo fant&amp;aacute;stico este!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas...e muitas vezes aparece um, mas na vida, nem tudo &amp;eacute; um mar de rosas. E, mesmo quando &amp;eacute;, logo nos fazem lembrar que elas t&amp;ecirc;m espinhos. Conectividade precisa de rede de telefonia m&amp;oacute;vel &amp;aacute;gil, banda larga de internet, preferencialmente por fibra &amp;oacute;ptica, para que os dados transmitidos circulem rapidamente para todas as pessoas que est&amp;atilde;o precisando deles. E, &amp;eacute; neste momento que, no campo, a banda toca diferente do que toca na cidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;J&amp;aacute; explico. O Brasil &amp;eacute; um pa&amp;iacute;s de contrastes. E de regramentos um tanto estranhos, para dizer o m&amp;iacute;nimo. Creiam. A popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o que mora na cidade e que num clicar de dedo em sua tela touch do celular acessa milhares de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, n&amp;atilde;o imagina que esta facilidade n&amp;atilde;o chegou ao campo. Centenas de propriedades rurais, muitas vezes, s&amp;oacute; conseguem usar o telefone celular, na banda 2G, a mais antiga e uma das primeiras a ser comercializadas no Pa&amp;iacute;s. E s&amp;oacute; realizam este feito porque sobem num morro, v&amp;atilde;o para um descampado ou alguma outra perip&amp;eacute;cia do g&amp;ecirc;nero. E j&amp;aacute; estamos no final da segunda d&amp;eacute;cada do s&amp;eacute;culo 21.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Veja, se formos pensar que o produto que sai da ind&amp;uacute;stria chamada campo/fazenda, &amp;eacute; o alimento de milh&amp;otilde;es de pessoas que vivem nas cidades, n&amp;atilde;o era de ser justamente o contr&amp;aacute;rio ou pelo menos igual? O agroneg&amp;oacute;cio representa cerca de 40% do total do PIB brasileiro que em 2018 foi de R$ 1,716 trilh&amp;atilde;o. Vamos considerar que 15% seja produzido por quem vive nas zonas rurais, longe dos centros urbanos. N&amp;atilde;o seria justo que os investimentos em infraestrutura de telefonia principalmente para acesso a rede de dados (internet) fosse no m&amp;iacute;nimo igual aos das cidades? Afinal, todos no campo tamb&amp;eacute;m querem se conectar de forma &amp;aacute;gil para melhorar a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre si e poder tratar de neg&amp;oacute;cios, tanto quanto as empresas da cidade, n&amp;atilde;o &amp;eacute;? E para que o campo possa produzir melhor e nos mesmos n&amp;iacute;veis de competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o que seus concorrentes &amp;eacute; preciso ter acesso &amp;agrave; internet. E isto n&amp;atilde;o acontece.&amp;nbsp; E &amp;eacute; a&amp;iacute; que vem a parte estranha das regras. A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o da privatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de telefonia no Brasil permitiu que as operadoras fizessem instala&amp;ccedil;&amp;otilde;es das suas redes em grandes centros urbanos, onde h&amp;aacute; maior demanda pelos seus servi&amp;ccedil;os, mas n&amp;atilde;o as obrigou a atender da mesma forma as &amp;aacute;reas rurais. Assim, e muitos de voc&amp;ecirc;s j&amp;aacute; devem ter passado por isto, saiu alguns quil&amp;ocirc;metros da zona urbana, voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; no limbo, fora do mundo!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;M&amp;aacute;quinas conectadas &amp;ndash; &lt;/strong&gt;Mas porque falar do problema da telefonia no campo? Porque boa parte das m&amp;aacute;quinas agr&amp;iacute;colas brasileiras j&amp;aacute; est&amp;atilde;o no mundo digital. Cada vez mais e mais elas incorporam computadores de bordo, sistemas de telemetria, piloto autom&amp;aacute;tico, aplicativos, sensores via sat&amp;eacute;lite que fazem a leitura em tempo real da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lavoura, plataformas de intelig&amp;ecirc;ncia artificial e uma infinidade de tecnologias que dependem e muito do acesso &amp;agrave; rede de telefonia e de transmiss&amp;atilde;o de dados, para enviar as informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do campo para o escrit&amp;oacute;rio e vice versa. E, com isto, dar rapidez na tomada de decis&amp;otilde;es sobre as atividades planejadas para aquele turno ou dia. Afinal, a propriedade rural &amp;eacute; um neg&amp;oacute;cio, uma f&amp;aacute;brica de alimentos, e como tal, precisa de agilidade nas suas comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es a serem tomadas sejam as mais corretas e, por conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia, se tenha o produto final para vender e ter lucro. N&amp;atilde;o &amp;eacute; assim com as empresas que est&amp;atilde;o nas cidades?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E como ofertar m&amp;aacute;quinas agr&amp;iacute;colas com todas estas ferramentas se o produtor n&amp;atilde;o puder utiliz&amp;aacute;-las de forma adequada? Atualmente os sistemas est&amp;atilde;o programados para que, quando passar por uma zona que tenha sinal, o computador se conecte e transmita todos os dados que foram armazenados at&amp;eacute; aquele momento, ou ent&amp;atilde;o somente no final da jornada, quando a m&amp;aacute;quina retorna para a sede da fazenda descarrega os dados via sinal de Wi-Fi direto para o computador do gestor. Qualquer corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o de percurso fica mais dif&amp;iacute;cil de ser feito em tempo real. E s&amp;oacute; se ter&amp;aacute; maior agilidade, maior produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, se houver acesso &amp;agrave; conex&amp;atilde;o via internet, sem isto, fica dif&amp;iacute;cil.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por conta desta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, algumas empresas, por iniciativa pr&amp;oacute;pria, lan&amp;ccedil;aram programas de conex&amp;atilde;o para o campo. Mas em realidade, creio que j&amp;aacute; esta na hora das entidades representativas do agroneg&amp;oacute;cio, respaldado pelos seus mais de R$ 1,7 trilh&amp;atilde;o de PIB, pressionarem o Governo Federal em busca de uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o e chamarem &amp;agrave; mesa as operadoras de telefonia instaladas no Brasil e outras que queiram se instalar ou competir, para um encontro com fins espec&amp;iacute;ficos de trazer uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para este n&amp;oacute;. Afinal, o agroneg&amp;oacute;cio tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; um forte consumidor dos servi&amp;ccedil;os de telefonia e, se este n&amp;oacute; n&amp;atilde;o for desfeito, nossa agricultura, considerada uma das mais modernas em climas tropicais, vai parar no tempo, porque n&amp;atilde;o vai ter como se comunicar adequadamente. E, creio que, sem conex&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o tem como aumentar a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o. E sem produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o suficiente e eficiente, n&amp;atilde;o tem alimento para atender o crescimento populacional. Simples assim!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;small&gt;*Vice-Presidente da LS Mtron Brasil - LSMB&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;
</description><link>https://www.agropress.com.br/show.aspx?idMateria=W5pwgTSVlzyRdNl8pzuOsQ==&amp;linguagem=pt</link></item><item><pubDate>Mon, 15 Jul 2019 12:40:00 GMT</pubDate><title>Você já viu o pêlo no ovo?</title><description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Nelson Moreira*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em pouco mais de tr&amp;ecirc;s anos aquilo que era mostrado como uma tend&amp;ecirc;ncia virou, na verdade, uma avalanche e como um rio caudaloso, arrastou muita gente de rold&amp;atilde;o para as profundezas do n&amp;atilde;o saber o que fazer com as novas formas de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, chamadas Redes Sociais. Toda a novidade leva um certo tempo para ser absorvida, apreendida e utilizada na sua plenitude. E as redes sociais s&amp;atilde;o um bom exemplo disto.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando Zukeberg criou o Facebook, talvez tivesse uma fagulha de suspeita do que esta ferramenta poderia se tornar. Por conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia as outras redes, j&amp;aacute; entraram no mercado vendo o potencial e o que as pessoas queriam; conectar-se rapidamente com sua rede de amigos, familiares e conhecidos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas ok. Esta &amp;eacute; a realidade agora. E o que fazer com isto? Muitos gurus das redes sociais diziam que se sua empresa n&amp;atilde;o est&amp;aacute; no &lt;em&gt;Face &lt;/em&gt;ela n&amp;atilde;o existe, est&amp;aacute; morta. A partir da&amp;iacute;, criou-se uma ambiente de ang&amp;uacute;stia nas empresas e todas sa&amp;iacute;ram em busca de um especialista que os colocasse no mundo digital, no ambiente das redes sociais. Feito isto, o stress passava e os nervos se acalmavam.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;S&amp;oacute; que o processo n&amp;atilde;o termina a&amp;iacute;. Ali&amp;aacute;s, apenas come&amp;ccedil;a. Este movimento das redes sociais foi muito semelhante ao que aconteceu quando surgiu a internet e, com ela a possibilidade de a sua empresa ter uma vitrine neste meio, os chamados sites. Virou febre e todo o mundo queria ter um site, um e-commerce, uma forma de se comunicar com seu p&amp;uacute;blico. E de novo, as empresas criaram os sites, mas n&amp;atilde;o os atualizavam. Virou um recurso humano e financeiro investido, sem qualquer intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as pessoas, um recurso desperdi&amp;ccedil;ado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na verdade, todos estes movimentos ensinam, para quem olha de forma mais atenta que sites, redes sociais, chats, youtube, s&amp;atilde;o meios para comunicar a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sua empresa. E como tal, devem ter uma estrat&amp;eacute;gia bem elaborada para surtir o efeito desejado. Na realidade, s&amp;atilde;o ferramentas da Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Marketing, que devem fazer parte de um plano estrat&amp;eacute;gico de marketing, onde ser&amp;atilde;o definidos por quais meios e como, ser&amp;atilde;o disseminadas as mensagens que a sua empresa deseja enviar. Como ela vai fazer para estabelecer um relacionamento positivo e virtuoso com seu p&amp;uacute;blico alvo, n&amp;atilde;o s&amp;oacute; para mant&amp;ecirc;-lo fiel, como para conquistar novos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;Eacute; importante estar no mundo digital, nos dias de hoje? &amp;Eacute;, sem d&amp;uacute;vida, mas antes &amp;eacute; preciso se perguntar e encontrar a resposta do porque estar, para que estar e onde estar. E esta &amp;eacute; uma fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos gestores de marketing das empresas. &amp;Eacute; preciso que eles tamb&amp;eacute;m entendam que gest&amp;atilde;o de rede social, faz parte do processo de marketing digital que faz parte do plano estrat&amp;eacute;gico de marketing da empresa. Nada pode ser visto de forma desconectada, com o risco de afetar seriamente a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do seu marketing que foi arduamente elaborado para a empresa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se tudo for montado como um Frankenstein, sua comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o vai sair truncada e corre o s&amp;eacute;rio risco de seu p&amp;uacute;blico n&amp;atilde;o entender a sua mensagem. E uma vez que a mensagem chegou truncada ao seu p&amp;uacute;blico, vai custar muito esfor&amp;ccedil;o para desfazer a m&amp;aacute; impress&amp;atilde;o que ela causou. E parafraseando Chacrinha, o velho guerreiro: &amp;ldquo;Quem n&amp;atilde;o se comunica , se trumbica&amp;rdquo;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;small&gt;*Jornalista com Especializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Marketing e MBA em Marketing Digital. Diretor da Agropress Marketing e Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;
</description><link>https://www.agropress.com.br/show.aspx?idMateria=fGowoG435dy+Xjfv7O+Nog==&amp;linguagem=pt</link></item><item><pubDate>Mon, 08 Jul 2019 15:05:00 GMT</pubDate><title>Como o design thinking pode ajudar a promover seus negócios</title><description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Ivone Rocha*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Existem muitas defini&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o design thinking. H&amp;aacute; quem diga que &amp;eacute; um conjunto de ideias e insights para visualizar o problema e, com isso, ter uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais r&amp;aacute;pida e eficaz. Outros afirmam que &amp;eacute; uma nova forma de pensar a partir da apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do desenho do problema, o que ajuda a ver o processo como um todo. H&amp;aacute; ainda quem define como uma forma de estimular a criatividade utilizando um modelo mental que pode ser adaptado &amp;agrave; jornada de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Na verdade, todas essas defini&amp;ccedil;&amp;otilde;es procedem, mas o mais importante &amp;eacute; entender que o design thinking (DT), embora n&amp;atilde;o seja t&amp;atilde;o recente - tem origem no final da d&amp;eacute;cada de 1960 &amp;ndash; foi a partir do avan&amp;ccedil;o da tecnologia, sobretudo a partir dos anos 2000, que ele se estabeleceu como um conceito ou um processo que tem auxiliado empresas grandes ou pequenas em solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es din&amp;acirc;micas e vers&amp;aacute;teis que impulsionam os neg&amp;oacute;cios. Da&amp;iacute; sua rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as novas tecnologias. E os reflexos surgem a partir do foco na ponta, que &amp;eacute; o consumidor final. Como destaca artigo intitulado &amp;ldquo;O que &amp;eacute; design thinking e como us&amp;aacute;-lo em processos de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos neg&amp;oacute;cios&amp;rdquo;, publicado no Estad&amp;atilde;o (jun/2019), &amp;eacute; preciso &amp;ldquo;um olhar mais humano, onde a equipe dos projetos de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o deve desenvolver empatia pelo contexto do problema, sendo parte dele para entender as reais necessidades de quem o vive &amp;ndash; o cliente&amp;rdquo;. Sob essa perspectiva e usando a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o esp&amp;iacute;rito criativo se consegue desenhar a problem&amp;aacute;tica e enxergar nela a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Assim &amp;eacute; o DT, por&amp;eacute;m, ele n&amp;atilde;o est&amp;aacute; focado apenas no problema complexo, como possa parecer. Ele mostra (ou estimula a vis&amp;atilde;o para) o melhor caminho a ser percorrido no sentido da solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e de uma maneira mais clara, transparente e objetiva. A revista Business Week, quando trata do tema, o considera um processo de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o que consiste em criar modelos de neg&amp;oacute;cio e desenvolver novos mercados que possam atender &amp;agrave;s necessidades humanas at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o n&amp;atilde;o contempladas nesses processos, cada vez mais em tempos recordes. Assim, al&amp;eacute;m de processos estruturais, log&amp;iacute;sticos ou de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o industrial, o DT contribui em atividades ligadas &amp;agrave; comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ao marketing e &amp;agrave;s novas m&amp;iacute;dias, j&amp;aacute; que s&amp;atilde;o setores com vis&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gica muito mais ligada ao consumidor. J&amp;aacute; nos anos 1990, quando se trabalhava o DT, mas com pouca audi&amp;ecirc;ncia, falava-se em uma filosofia de gest&amp;atilde;o, a chamada Total Quality Management (gest&amp;atilde;o da qualidade total), criada por pelo professor americano, William Edwards Deming, em 1986. &amp;ldquo;Com o passar do tempo, empresas passaram a perceber que j&amp;aacute; n&amp;atilde;o bastava oferecer apenas superioridade tecnol&amp;oacute;gica ou excel&amp;ecirc;ncia em desempenho como vantagem mercadol&amp;oacute;gica, pois tanto as companhias de pequeno quanto as de grande porte espalhadas pelo mundo j&amp;aacute; haviam come&amp;ccedil;ado a se adequar a esta realidade&amp;rdquo;, como bem argumenta Maur&amp;iacute;cio Vianna (et al) no livro Design thinking: inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o em neg&amp;oacute;cios, de 2012. Outra considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o importante, antes de ingressarmos nas etapas de desenvolvimento do design thinking, &amp;eacute; que com ele &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel analisar problemas ou discutir quest&amp;otilde;es a partir de diversos olhares e sob variados &amp;acirc;ngulos. Assim, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel desconstruir cren&amp;ccedil;as e suposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos stakeholders, modificando padr&amp;otilde;es previamente estabelecidos, que podem ser engessados, o que auxilia sobremaneira na quebra de paradigmas, que s&amp;atilde;o desafios importantes de organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es, sobretudo em tempos de novas tecnologias. Um bom exemplo e que pode ajudar no entendimento acerca do DT &amp;eacute; o mapa conceitual, &amp;ldquo;uma visualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o gr&amp;aacute;fica constru&amp;iacute;da para simplificar e organizar os complexos campos em diferentes n&amp;iacute;veis de profundidade e abstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, como explica Viana (et al), o que tem muito a ver com o DT. Entretanto, enquanto o mapa apresenta o desenho do problema ou da quest&amp;atilde;o a ser resolvida, o DT mostra graficamente, e tamb&amp;eacute;m em forma de desenho, os caminhos para a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Figura 1: Modelo de mapa conceitual&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="Figura 1: Modelo de mapa conceitual" class="img-fluid rounded mx-auto d-block" src="https://files.workr.com.br/ViewImage.aspx?image=66NMOebnoKlqPOKvoyam8A==" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="text-center"&gt;&lt;small&gt;&lt;em&gt;Fonte: arte desenvolvida pela autora a partir de imagem do app Canva&lt;/em&gt;&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O DT trabalha uma metodologia que contempla ideia e cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o, isso porque s&amp;atilde;o caracter&amp;iacute;sticas que perpassam todo o processo, no tocante &amp;agrave; solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do problema identificado, compreendido pelas seguintes fases: imers&amp;atilde;o, idea&amp;ccedil;&amp;atilde;o e prototipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A imers&amp;atilde;o compreende o momento em que a equipe envolvida mergulha no problema, tanto de forma preliminar quanto em profundidade. Essas, ali&amp;aacute;s, s&amp;atilde;o as duas etapas compreendidas pela imers&amp;atilde;o. A preliminar atua contextualizando o problema. A de profundidade vai no seu detalhamento, com vistas a um melhor desempenho poss&amp;iacute;vel. A segunda fase compreende a ideia, da&amp;iacute; seu nome idea&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e trabalha a criatividade no sentido de planejamento e estrat&amp;eacute;gias que levem a solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es inovadoras. &amp;Eacute; comum, nessa fase ocorrerem braimstormings que auxiliem em insights para a cocria&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O passo seguinte no processo do design thinking &amp;eacute; o de experimentar as ideias trabalhadas, por meio de prot&amp;oacute;tipos, os quais j&amp;aacute; se aproximam do desenho que compreender&amp;aacute; a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o problema identificado. Da&amp;iacute; o nome de prototipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para esta terceira fase, a qual &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m chamada de fidelidade da equipe com o problema e contempla os testes que correspondem &amp;agrave; contextualidade e a efetiva prototipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que &amp;eacute; a valida&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tudo o que ficou estabelecido.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Figura 2: Matriz de posicionamento, ferramentas do DT que apresenta as ideias geradas. &amp;Eacute; um recurso utilizado para validar as ideias dentro do crit&amp;eacute;rio Norteadores.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img alt="Figura 2: Matriz de posicionamento" class="img-fluid rounded mx-auto d-block" src="https://files.workr.com.br/ViewImage.aspx?image=T9xO7TUFE78JUUY9qokKew==" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="text-center"&gt;&lt;small&gt;&lt;em&gt;Fonte: Livro Design thinking: inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o em neg&amp;oacute;cios, pag. 111.&lt;/em&gt;&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Agora, comece a pensar a partir desses entendimentos do design thinking. Chame pessoas de sua confian&amp;ccedil;a e que voc&amp;ecirc; sabe que estar&amp;atilde;o comprometidas com a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os seus desafios. Depois, fa&amp;ccedil;am uma imers&amp;atilde;o sobre o problema, discuta as ideias na perspectiva da inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o que os p&amp;uacute;blicos esperam e montem um prot&amp;oacute;tipo. Com isso, seus neg&amp;oacute;cios estar&amp;atilde;o a um passo do sucesso. Experimente!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Refer&amp;ecirc;ncias BROWN, Tim; YAMAGAMI, Cristina. Design Thinking: Uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias. eBook Kindle. Rio de Janeiro: Alta Books, 2018.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;ESTAD&amp;Atilde;O, Blog do Empreendedor. O que &amp;eacute; design thinking e como us&amp;aacute;-lo em processos de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos neg&amp;oacute;cios. De 11/jun/2019. Dispon&amp;iacute;vel em: https://pme.estadao.com.br/blogs/blog-do-empreendedor/o-que-e-design-thinking-e-como-usa-lo-em-processos-de-inovacao-nos-negocios/. Acesso em 14/jun/2019.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Vianna e Silva, Maur&amp;iacute;cio Jos&amp;eacute;; Silva Filho, Ysmar Vianna; Adler, Isabel Krumholz; Lucena, Brenda de Figueiredo; Russo, Beatriz. Design thinking: inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o em neg&amp;oacute;cios. Rio de Janeiro: MJV Press, 2012.&lt;/p&gt;
</description><link>https://www.agropress.com.br/show.aspx?idMateria=QVFc+bycbGe0vaT724CDyQ==&amp;linguagem=pt</link></item></channel></rss>